quinta-feira, 18 de setembro de 2014

PERCEPÇÃO vs SUGESTIBILIDADE (SUGESTIVIDADE)

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Chamaremos de informações ou ideias sugestivas aquelas que, segundo a capacidade intelectual de analise e julgamento do individuo, apresentam-se em primeira impressão com altíssimo teor de razoabilidade. Sem uma analise profunda e detalhada, estas informações ou ideias são extremamente persuasivas. Mas que após uma analise profunda e detalhada podem não ser mais tão razoáveis quanto na primeira impressão.


Por outro lado informações e ideias não sugestivas são aquelas mais abstratas, e que necessariamente precisam de uma analise profunda e detalhada para avaliação de razoabilidade.


O ser humano possui a tendência natural de aceitar, sem grandes resistências, informações e ideias sugestíveis a sua percepção intelectual e ou sensorial do que aquelas que exigem um nível maior de abstração. Na ausência de um termo mais adequado, chamaremos de sugestibilidade ou sugestividade o grau qualitativo de persuasão com o qual uma informação ou ideia se apresenta para um determinado individuo. A sugestividade ou grau de persuasão de uma informação ou ideia depende principalmente da forma como a mesma é apresentada ao individuo, quer por observação do mundo físico, quer por argumentação de terceiros.


Por exemplo, sem observações e analises com grau relativamente alto de abstração, é muito mais fácil conceber a ideia de que o sol gira em torno da terra do que o contrário. Assim como é muito mais fácil conceber a ideia de que a terra é plana do que conceber que esta possui um formato razoavelmente esférico.


A capacidade intelectual de analise e julgamento de cada indivíduo vai sendo treinada, condicionada, redefinida, refinada, e polarizada ao longo de sua vida de acordo com suas experiências pessoais e principalmente de acordo com as ferramentas de analise que este indivíduo aprendeu ou se acostumou a utilizar ao longo de seus anos.


Chamo aqui de “ferramenta de analise” qualquer método que envolva raciocínio mental, complexo ou não, que um indivíduo qualquer utilize para julgar a razoabilidade de uma informação ou ideia.


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É muito comum julgarmos as informações segundo aquilo que fomos ensinados e simplesmente passamos a aceitar ou acreditar, sem nunca termos tido a curiosidade de verificar experimentalmente tal informação.


De forma inconsciente ou não, quando adotamos uma informação como razoável, esta se torna naturalmente um PRESSUPOSTO para analises e julgamentos futuros de questões que tenham qualquer relação com esta informação. PRESSUPOSTOS são hipóteses ou suposições tomadas ou aceitas como verdadeiras com ou sem prova.


Fora do universo lógico IDEAL onde os limites para inferir que algo é VERDADEIRO ou FALSO são muito bem definidos, como no caso de afirmar que três unidades somadas a outras sete unidades resulta em dez unidades, o ser humano não tem capacidade, como ser vivente dentro do reino físico, de demonstrar uma afirmação com certeza absoluta para outro ser humano. Isto por conta de falta de Onisciência de ambos.


Portanto fora deste universo lógico ideal da mente humana, a investigação experimental “detalhada e minuciosa” é a única forma racional que o ser humano possui de validar as informações, ideias, teorias e modelos matemáticos concebidos e ou sugeridos pela mente humana, para explicar o mundo físico ou qualquer coisa que aconteça neste.


Todavia, os métodos investigação experimental, geralmente possuem um grau razoavelmente elevado de abstração, criando desta forma uma barreira gigantesca para a maioria das pessoas. Restando desta forma a opção mais simples de todas, aceitar ou não tal informação ou ideia.


Desta forma o individuo se acostuma a aceitar as informações ou ideias mais sugestivas aquilo que sua mente é capaz de julgar, e nunca se dará ao trabalho de validar ao menos para si tal informação ou ideia. Um exemplo disso é o fato de a maioria de nós simplesmente aceitar a informação de que A TERRA É REDONDA, e repetir esta informação com um simples mantra, e nunca nos darmos ao trabalho de validar experimentalmente tal informação.


A concepção da informação de que a terra é redonda requer a percepção de informações do reino físico que sugiram isto. Um exemplo de tal informação seria a observação de que ao se afastarem da costa, os navios começam a desaparecer no horizonte de baixo para cima, ou seja, primeiramente o casco e por ultimo o mastro. Outro exemplo de tal informação é conhecendo-se a distância latitudinal entre dois lugares diferentes no mesmo hemisfério da superfície da terra, verificar numa determinada época do ano, num determinado horário do dia, a diferença do ângulo da sobra, produzida pelo sol, de um determinado objeto e usar geometria para calcular a circunferência da terra, como fez Eratóstenes no século 3 a.C.       


A nossa percepção do mundo físico é a principal fonte de inspiração para as ideias e teorias criadas pela mente humana. Podemos dizer que a percepção é a porta de entrada das informações do reino físico para a mente humana.


Partindo-se sempre do PRESSUPOSTO que as leis físicas básica da natureza permanecerão inalteradas.


Mesmo nos meios mais científicos mais especializados as etapas básicas de trabalho são as seguintes: 


1) percepção de uma informação sugestiva que produz uma ideia;

2) analise e julgamento da razoabilidade de tal ideia produzindo um modelo teórico;
3) verificação experimental para validação de tal modelo e ideia;  

A concepção de um modelo teórico em si, implica que o cientista acredita na razoabilidade de uma determinada ideia ou teoria, que lhe foi sugerida por uma dada informação percebida no reino físico. Mas ao menos que este cientista verifique tal modelo teórico experimentalmente, não tem outra opção a não ser crer que o mesmo é razoável.


As duas primeiras etapas são trabalhadas diariamente nas escolas e universidades. Mas a maioria esmagadora dos estudantes nunca se dará ao trabalho de realmente validar experimentalmente aquilo que lhes foi ensinado. Até porque a maioria dos aparatos experimentais necessários para validação da maioria dos modelos teóricos, ensinados nas academias, são complexos, caros, e inacessíveis à maioria dos estudantes. Desta forma só resta à maioria crer na razoabilidade sugerida por tais modelos.


E simplesmente aceitando a razoabilidade sugerida por tais modelos podemos realizar projetos de engenharia fantásticos. E se estes projetos forem executados fisicamente dentro das margens de erro previstas no modelo, então funcionarão de forma adequada, a menos que a leis físicas da natureza mudem sem aviso prévio.


Um grande paradoxo para a razão humana é que nenhuma verificação experimental produz resultados 100% exatos e inquestionáveis, como nos modelos matemáticos teóricos. Isto força a ciência racional a depender de ferramentas estatísticas para avaliação de resultados experimentais. E mais uma vez não temos outro opção a não ser simplesmente ACREDITAR, ou não, em informação sugestiva como médias e desvios padrões.


Mas o pior de tudo é que nunca seremos capazes de afirmar que da próxima vez que um experimento for realizado este produzirá um resultado ao menos próximo do previsto dentro do modelo teórico, mesmo com todos os cuidados necessários para minimizar as chances de falhas. Isto porque dependemos, no mínimo, que as chamadas leis físicas da natureza permaneçam inalteradas, mas também não somos capazes de afirmar que as mesmas permanecerão como tal. Então mais uma vez temos que acreditar que as leis físicas da natureza permanecerão como acreditamos que estão durante todo o processo experimental.


Os modelos teóricos das leis físicas da natureza levam em consideração os efeitos que percebemos e ou que somos capazes de mensurar com equipamentos específicos.

CRISTIANISMO uma APOSTA no POR VIR

A falta de Onisciência do ser humano faz com que sejamos seres dependentes de FÉ para tudo que precisamos fazer durante esta vida.

Para muitas pessoas a palavra FÉ esta relacionada com habilidades para executar ações consideradas sobrenaturais ou impossíveis. Por exemplo: ter fé para andar sobre as águas. De forma especifica a fé também abrange operações milagrosas ou sobrenaturais. 

Num sentido mais amplo a FÉ pode ser definida como: "expectativa, ou esperança pelo acontecimento de eventos futuros sobre os quais não temos controle parcial e ou total, e nem conhecimento perfeito ou imperfeito sobre suas causas". Sendo assim a FÉ pode ser vista como um simples ato de APOSTAR em um evento futuro, ou no por vir.

Apostar em eventos futuros, sobre os quais não temos qualquer tipo de controle parcial e ou total, é a mais pura demonstração de fé do ser humano. Por exemplo: Apostar na loteria.

A onisciência, ou conhecimento completo e perfeito de tudo, EXCLUI a necessidade de fé. Mas na nossa condição precisamos de fé até para ACREDITAR que conhecemos algo. Pois na verdade não podemos AFIRMAR, com 100% de certeza, que conhecemos algo completamente, nem a nos mesmos.

Uma condição de contorno básica da COSMOVISÃO Cristã é que: Deus existe, é Auto Existente, e que Jesus nasceu e viveu entre os homens, num determinado instante da historia, realizou o sacrifício remidor, e se tornou o Salvador de todos aqueles que o aceitem.

A Bíblia relata que Jesus declarou: Eu sou o caminho, a verdade e a vida, e ninguém vai ao Pai a não ser por mim. Esta é outra condição de contorno básica da visão de mundo Cristã. Aceitar esta afirmação como verdade é condição necessária para todos os indivíduos que resolveram APOSTAR sua existência no Cristianismo. 

PRESSUPOSTOS

PRESSUPOSTOS são hipóteses ou suposições tomadas ou aceitas como verdadeiras com ou sem prova. Em matemática, física, engenharia, etc, condição de contorno é um pressuposto, uma precondição imposta, considerada lógica e ou razoável, para que um problema que possui infinitas soluções possa ser resolvido dentro de um conjunto limitado de possibilidades.

Estabelecendo-se os limites para o problema, encontraremos um conjunto limitado de soluções dentro do conjunto, espaço, tempo, matéria, dimensão ou dimensões, etc determinado pela (pressuposição) condição de contorno. Isto não impede que outras condições de contorno sejam impostas ao problema original para que outros conjuntos de soluções sejam investigados e ou testados.

De forma análoga ao significado matemático, vamos chamar aqui de condição de contorno aquilo que impõe limites a um determinado problema filosófico, social, científico, religioso, etc que tem infinitas soluções.   

Consideraremos também que todo problema, argumento, procedimento experimental, etc são regidos ou limitados por condições de contorno.

Definiremos então condições de contorno como pontos de referência, ou limites considerados lógicos e ou razoáveis, que são usados como “ponto de partida” na tentativa de encontrar soluções, ou respostas satisfatórias, para as questões que estão sendo examinadas.

Uma condição de contorno pode até ser extremamente persuasiva, mas nunca será 100% inquestionável.

Posto de outra forma: Os argumentos utilizados para influenciar na adoção de uma determinada condição de contorno podem ser extremamente persuasivos, mas nunca 100% inquestionáveis e isentos de necessidade de analises e ou investigações mais profundas.

Uma condição de contorno básica de todos os problemas ou argumento é que: o indivíduo para o qual a questão esta sendo direcionada seja capaz de compreender o que esta sendo proposto para analise. Para isto todos os conceitos utilizados devem estar claros para o indivíduo, e ter a mesma definição para todos os outros indivíduos envolvidos na questão.

Um exemplo genérico de condição de contorno é: SE isto for assim, ENTÃO aquilo assumira determinada forma.

O grande problema para o HOMEM é que devida sua condição de falta de ONISCIÊNCIA, ou conhecimento completo e perfeito de tudo, este não é capaz de propor condições de contorno 100% inquestionáveis. Desta forma só nos resta, a partir de um determinado ponto, aceitar ou rejeitar, completa ou parcialmente, as mesmas.

Desta forma para que uma condição de contorno seja aplicável a um problema esta não precisa ser necessariamente verificável, entretanto esta precisa ser necessariamente aceita. 

O ponto a partir do qual tomar a DECISÃO de aceitar ou rejeitar um ponto de vista, ou uma condição de contorno, é uma questão puramente individual. Você pode até ser impelido a declarar que aceita, mas só o indivíduo é capaz de saber, no seu mais profundo interior, se aceitou ou não esta ou aquela condição de contorno.

A DECISÃO é a ferramenta mais poderosa que o ser humano tem para solucionar seus problemas, e esta esta ligada a consciência, que é considero uma dadiva dada ao homem por Deus. 

A Decisão soluciona as questões mais difíceis da vida. Pois o indivíduo decide o quão profundo pretende ir numa determinada questão.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

FÉ vs ONISCIÊNCIA



A onisciência é capacidade de possuir o conhecimento pleno e perfeito de tudo e sobre tudo. É uma capacidade, até onde consigo compreender, atribuída somente a Deus.

Deus como criador de tudo, é também o criador da consciência humana. 

A consciência é uma capacidade da mente humana que nos permite dentre outras coisas perceber o mundo ao nosso redor, nos percebermos como indivíduos, aprender a interagir com o ambiente, estabelecer uma forma de comunicação com os outros seres humanos, etc. 

Esta capacidade da mente humana, chamada consciência, também nos confere a habilidade de fazer escolhas a partir da tomada de DECISÕES. Uma das facetas da capacidade de tomar DECISÕES é toma-las baseada em expectativas por eventos futuros, baseado na nossa experiência de como percebemos o mundo ao nosso redor.

Tão de longe ou tão de perto, o ser humano pode perceber que mesmo com toda a sua experiência, adquirida durante um longo período de tempo, é incapaz de afirmar com certeza ABSOLUTA que tal evento futuro se consumará. Isto por conta de sua falta de Onisciência. E assim o ser humano toma DECISÕES pelo simples fato de acreditar na consumação de tal evento. 

Esta incerteza “quase absoluta” nos permite de FORMA NATURAL estender nossas expectativas para ALÉM daquilo que já experimentamos, ou conhecemos, ou que temos a capacidade de conhecer, e também baseados neste tipo de expectativa, tomar DECISÕES. E mais uma vez, tão de perto ou tão de longe, o ser humano percebe que só tem duas escolhas: acreditar ou não que algum evento futuro se consumará. 

É também baseado nesta mesma capacidade intelectual, que decidimos acreditar ou não em informações sobre questões ou fatos cujo conteúdo não temos condições de CONHECER perfeitamente. Ou seja, PRATICAMENTE TUDO.

A capacidade humana de tomar DECISÕES baseados no simples fato de ACREDITAR em algo, é o que a Bíblia cristã chama fé: “Hebreus 11:1 - Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem. Versão: Almeida Revisada

Por isso a minha definição de FÉ e a seguinte:

A fé é uma dádiva da consciência humana que nos permite acreditar naquilo que não conseguimos ver ou que não temos condições de conhecer perfeitamente.

A onisciência anula a necessidade de FÉ, pois quem precisa de FÉ para ACREDITAR naquilo que conhece perfeitamente, ou sabe perfeitamente o que sucederá. Desta forma a fé só é necessária para seres que vivem num estado de falta de onisciência.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

CERTEZA ABSOLUTA?????

Fora do universo lógico IDEAL onde os limites para inferir que algo é VERDADEIRO ou FALSO são muito bem definidos, como no caso de afirmar que três unidades somadas a outras sete unidades resulta em dez unidades, o ser humano não tem capacidade, como ser vivente dentro do reino físico, de demonstrar uma afirmação com certeza absoluta para outro ser humano. Isto por conta de falta de Onisciência de ambos.

Portanto fora deste universo lógico IDEAL, dada a falta de Onisciência do ser humano: nenhum argumento ou demonstração, por mais persuasivo que seja, é 100% inquestionável, (pois, "E SE...").

Logo se alguém fosse capaz de demonstrar, ou provar, com 100% de certeza qualquer porção dos ensinamentos Bíblicos, não precisaríamos de fé para crer nos mesmos.

A fé é uma dádiva da consciência humana que nos permite acreditar naquilo que não conseguimos ver ou que não temos condições de conhecer perfeitamente.

O maravilhoso da FÉ é que esta nos exime da necessidade da CERTEZA ABSOLUTA sobre algo. E a FÉ em Yeshua Hamashia, gera a PAZ que excede todo o entendimento. 

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

VISÃO DE MUNDO vs DECISÃO

Enquanto estamos encarnados, ou vivos no mundo físico, as DECISÕES definem nossas VERDADES particulares. Enquanto os acordos com terceiros definem aquilo que a coletividade votou ou foi impelida a aceitar para a convivência em sociedade, mesmo não agradando todos os seus membros.

Nossas convicções são produto da VISÃO DE MUNDO que decidimos seguir. Visão de mundo, ou cosmovisão, é um MODELO que usamos para tentar explicar a maneira como as coisas funcionam no mundo englobando inclusive: vida, morte e vida após a morte. Visões de mundo são produtos das escolas de pensamentos científicas, filosóficas e ou religiosas. Mas também qualquer individuo dotado de suas faculdades mentais  é capaz de sintetizar uma visão de mundo alternativa a partir das muitas existentes. A escolha por uma visão de mundo é uma questão de decisão pessoal.

A ciência e a religião não são culpadas pelas nossas escolhas por determinada visão de mundo. O papel principal destas entidades é TENTAR influenciar nossas decisões por uma determinada visão de mundo a partir de seus argumentos com teor lógico ou não, racional ou não. Portanto estas entidades estão apenas cumprindo seu papel tentando influenciar as decisões de quem quer que seja. Mas o poder destas entidades sobre o indivíduo acaba por ai, em suas argumentações na tentativa de persuadi-lo. Pois quem tem o verdadeiro poder da escolha ou decisão por uma opinião ou outra, um estilo de vida ou outro é o indivíduo.

No fim o indivíduo esta só para realizar suas escolhas, e o que lhe resta é uma decisão.

Nossas convicções são questões de decisões. Assim como o cara-ou-coroa, uma decisão estabelece o fim para os argumentos. Como por exemplo, quando alguém resolve se calar numa discussão.

A decisão é mais forte que o argumento.

Como seres humanos, vivemos literalmente num vale de decisões.